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COPA DAS CONFEDERAÇÕES 1999

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A Copa das Confederações 1999 foi realizada no México, palco de Copas do Mundo com muito sucesso de público e de exibição de técnica.

A Copa das Confederações no México

Com uma liga futebolística desenvolvida e uma população fanática pelo esporte, a definição do país como sede era essencial para garantir o sucesso da competição. Em resultado, a organização mexicana ofereceu incríveis possibilidades de hospedagem aos participantes, além de instalações para treinamento de altíssimo nível, quase todas pertencentes aos seus clubes profissionais.

Essa edição da Copa das Confederações marcou por ser a primeira a ser realizada em duas cidades, Guadalajara e, na capital, Cidade do México. Os palcos quentes e com presença da sempre polêmica altitude, estádios Jalisco e Azteca, respectivamente, não apresentariam problemas, afinal, sempre se mostraram estar em excelentes condições de jogo. O grande problema do torneio seria, mais uma vez, o pequeno espaço de tempo de preparação e de descanso entre os jogos.

Seleções Participantes

Por mais que já fosse considerada uma competição oficial, ela foi prejudicada com a realização da Copa América dias antes de seu início, principalmente pelo envio de uma seleção B, por parte do Brasil, que participou como vice-campeão mundial. A França desistiu de sua participação, alegando calendário de jogos apertado.

Junto a seleção brasileira, participaram: México, como campeão da Copa Ouro 1998 e país-sede, Arábia Saudita, como campeã da Copa da Ásia 1996, Bolívia, como vice-campeã da Copa América 1997, Egito, campeão da Copa das Nações Africanas 1998, Estados Unidos, vice da Copa Ouro, Alemanha, campeã da Eurocopa 1996, e Nova Zelândia, campeã da Copa das Nações da OFC 1998.

México 1999

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Após realizar uma boa campanha no mundial de 98, quando ficou nas oitavas, e conquistar um ótimo terceiro lugar na Copa América de 1999, o México era apontado como um dos favoritos a vencer a Copa das Confederações.

A equipe treinada por Manuel Lapuente estava em seu auge técnico e físico e contaria ainda com o calor de sua fanática torcida.

Praticamente repetindo a equipe que disputou o torneio sulamericano, o México tinha a liderança do baixinho Jorge Campos no gol e uma linha de meio ataque composta por Pardo, Palencia, Abundis e Blanco. O favoritismo não era nenhum exagero.

Arábia Saudita 1999

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O momento áureo da seleção saudita parecia ter terminado com sua péssima campanha na Copa do Mundo de 1998, na França, e com a decepcionante vice colocação na Copa Golfo, também em 1998.

Recente no cargo, o treinador Milan Macala buscou entrosar seus comandados através de diversos amistosos e, assim, recuperar o moral perdido nos últimos anos.

Para auxiliar neste quesito, Macala convocou o experiente goleiro Al Deayea e o zagueiro Al Dawod. E para aumentar a velocidade do ataque, chamou a jovem dupla Al Temyat e Al Otaibi, titulares absolutos em suas equipes na liga saudita.

Bolívia 1999

Com apenas um título da Copa América, em 1963, e duas participações em mundiais, quando foi convidada em 1930 e 1950, a Bolívia retornava ao palco das principais seleções do mundo na década de 90, quando em 1993, surpreendentemente, conseguiu a classificação para a Copa de 1994, e em 1997, quando foi vice-campeã da Copa América realizada em suas terras.

Muito desse sucesso deve-se aos jogos realizados na altitude, entretanto vale destacar a qualidade dessa reconhecida geração boliviana, que contava com nomes, como: Erwin Sánchez, Óscar Sánchez, Marco Etcheverry e o promissor Limberg Gutiérrez.

A cargo da seleção somente há seis meses, o treinador Héctor Veira conseguiu montar a equipe que conquistou dois empates na Copa América 1999, um mês antes, e estava confiante para a sua primeira Copa das Confederações.

Egito 1999

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Com campanhas vitoriosas no início da Copa das Nações Africanas, no final da década de 50, e uma participação na longínquo ano de 1934, o Egito voltou a se destacar nos anos 80, com o título do torneio continental em 1986, quando foi sede, e a classificação para o mundial de 1990, quando eliminou a rival Argélia, na rodada final.

Apresentando um futebol de bom nível, a seleção egípcia superou a anfitriã Burkina Faso e a força dos sul africanos para conquistar mais uma Copa das Nações Africanas, em 1998, e a inédita vaga para a Copa das Confederações.

Com o otimismo ao seu lado, seu elenco possuía vários jogadores habilidosos, entre eles os meias Ramzy e Medhat, que neutralizam muito bem as jogadas ofensivas, e Radwan e Abdel Sabry, que armavam velozes ataques.

Brasil 1999

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A goleada sofrida na final da Copa do Mundo de 1998 foi muito sentida por todo o Brasil. Passando por uma reformulação, iniciada com a contratação do técnico Wanderley Luxemburgo, a seleção canarinho aos poucos voltava a colocar o seu nome entre os grandes times do mundo, e o primeiro passo foi a conquista do bicampeonato da Copa América em 1999, o Brasil também venceu a edição realizada na Bolívia, em 1997.

Devido a proximidade de datas entre os torneios, Luxemburgo optou por levar ao México uma seleção B, composta em sua maioria por jogadores que atuavam no próprio Brasil. Mesmo assim, era um adversário forte e cheio de promessas de alto nível técnico.

Entre os nomes de destaque, que defenderiam o título da competição, estavam os meio campistas Zé Roberto, Flávio Conceição e Émerson, do futebol europeu, e os jovens Alex e Ronaldinho, que já encantavam os gramados brasileiros.

Estados Unidos 1999

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A pífia campanha no mundial de 1998 foi um balde de água fria para a seleção dos Estados Unidos que ainda estava animada com a vice colocação da Copa Ouro 98, vencida pela forte seleção mexicana.

Recém chamado para comandar a seleção norte-americana, o multicampeão pelo DC United, técnico Bruce Arena era uma grande aposta para realizar progressos com a equipe nacional.

Com seis nomes da equipe que disputou a Copa de 94, Arena conseguiu mesclar experiência com os jovens talentos da MLS e contava com a segurança do goleiro Brad Friedel, do Liverpool, e da velocidade de Mc Bride e Cobi Jones no ataque.

Alemanha 1999

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Detentora de três mundiais e três Eurocopas, a Alemanha finalmente fez sua estreia na Copa das Confederações em 1999, ainda como campeã europeia de 1996. Ausente da edição de 97, quando cedeu a vaga para a vice-colocada européia, República Tcheca, a seleção alemã passava por instabilidade após o fracasso no mundial de 1998.

Erich Ribbeck assumiu a seleção e teve dificuldade em escalar uma equipe seguindo as condições propostas, que incluíam convocar no máximo três jogadores por equipe da liga alemã. Além disso, vários jogadores pediram dispensa da equipe.

De grande nome, apenas o incansável Lothar Matthäus e seus 38 anos de idade. Já entre os jovens nomes do elenco se destacava o de Michael Ballack e o do brasileiro Paulo Rink.

Nova Zelândia 1999

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O título continental em 1973 e a participação na Copa do Mundo de 1982 eram os únicos dois sucessos da seleção da Nova Zelândia no mundo do futebol. O cenário mudou a partir de 1998, quando superou a anfitriã Austrália na final e conquistou a sua segunda Copa das Nações da Oceania.

A serviço da seleção neozelandesa desde 1994, o técnico Ken Dugdale tinha em mãos uma equipe com muito entrosamento técnico e de boa disciplina tática.

Os volantes Wilkinson e Lines jogavam recuados ao movimentado meio de campo, protegendo a defesa de uma equipe que ainda contava com os perigosos meia-atacantes Jackson e Bouckenooghe

Tabela de Resultados da Copa das Confederações 1999

copa das confederações 1999 resultados

Final da Copa das Confederações 1999

méxico 4 x 3 brasil – 4 de agosto de 1999

O melhor jogo da Copa das Confederações 1999 ficou reservado para um fervoroso público de 115.000 espectadores que estavam presentes no Estádio Azteca para acompanhar o duelo entre os dois únicos invictos na competição, México e Brasil.

Empurrado por sua fanática torcida, o México começou com tudo a partida, enquanto que o Brasil só acordou quando tomou o segundo gol. Miguel Zepeda e José Abundis marcaram para o lado mexicano, em ambas as vezes com falha da defesa brasileira. Antes do final do primeiro tempo, Serginho descontou em cobrança de pênalti.

Cheio de vontade, foi a vez do Brasil começar pressionando no início da segunda etapa e, logo, aos dois minutos, Roni empatou a partida. Mas não era uma noite da defesa brasileira. Três minutos depois, um novo apagão da defesa e Zepeda fez o seu segundo na partida. Dez minutos depois, em jogada de falta errada do Brasil, o México abriu contraataque e Cuauhtémoc Blanco cortou Odvan e estufou as redes para delírio da torcida mexicana. Mesmo descontando em seguida com Zé Roberto, o Brasil estava entregue em campo e não conseguiu superar México, campeão com méritos da Copa das Confederações 1999.

Classificação Geral da Copa das Confederações 1999

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Seleção Campeã

méxico campeão copa das confederações 1999

01. GK Jorge Campos (UNAM/ México)
02. DF Claudio Suárez (Guadalajara/ México)
03. DF Joel Sánchez (América/ México)
04. DF Rafael Márquez (Atlas/ México)
05. MF Gerardo Torrado (UNAM/ México)
06. MF Germán Villa (Necaxa/ México)
07. MF Ramón Ramírez (UANL/ México)
08. MF Alberto García Aspe (América/ México) – capitão
09. FW José Manuel Abundis (Toluca/ México)
10. FW Cuauhtémoc Blanco (América/ México)
11. FW Daniel Osorno (Atlas/ México)
12. GK Óscar Pérez (Cruz Azul/ México)
13. MF Pável Pardo (América/ México)
14. DF Isaac Terrazas (América/ México)
15. FW Luis Hernández (UANL/ México)
16. MF Jesús Arellano (Guadalajara/ México)
17. FW Francisco Palencia (Cruz Azul/ México)
18. DF Salvador Carmona (Toluca/ México)
19. MF Miguel Zepeda (Atlas/ México)
20. MF Rafael García (Toluca/ México)

Técnico: Manuel Lapuente

FONTES
arquivodosmundiais.com.br
fifa.com
reddit.com
Arte Geral: Luis Eduardo C. Bortotti

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