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COPA REI FAHD 1995

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A Copa Rei Fahd 1995 foi realizada na Arábia Saudita e teve ampliado o número de seleções participantes, devido ao sucesso da edição anterior.

A última Copa Rei Fahd

O sucesso da primeira edição do torneio, somado ao desempenho da seleção nacional na Copa do Mundo de 1994 foram essenciais para a Arábia Saudita realizar mais um torneio intercontinental, a Copa Rei Fahd 1995.

Para sua segunda edição, a competição passou por um crescimento, adicionando mais duas seleções participantes, no caso, as campeãs da UEFA e da CONCACAF. Isso fez com que uma fase de grupos anterior às semifinais também fosse realizada.

Essa alteração, além de ampliar o nível técnico da competição, auxiliou no reconhecimento por parte da FIFA. Que a partir de 1997, passaria a realizá-la a cada dois anos, com o nome oficial de Copa das Confederações.

Diferente da edição de 1992, os jogos foram marcados para serem realizados entre os dias 6 e 13 de janeiro, o que prejudicou as equipes mais fortes que não tiveram parte dos jogadores liberados pelos clubes europeus e levaram elencos compostos por atletas que atuavam em seus domínios.

Em compensação, repetindo o feito anteriormente, todas as 8 partidas seriam realizadas no magnífico estádio Rei Fahd, com capacidade para 70.000 espectadores, localizado na capital saudita, Riad.

Seleções Participantes da Copa Rei Fahd 1995

Esta edição da Copa Rei Fahd ficou marcada como a primeira em que o país-sede teria uma vaga garantida na competição. Assim, participaram da competição:

  • Arábia Saudita: país-sede;
  • Japão: campeão invicto da Copa da Ásia 1995;
  • Argentina: bi-campeã da Copa América, em 1993;
  • Nigéria: campeã da Copa de Nações Africanas 1994;
  • Dinamarca: campeã da Eurocopa 1992
  • México: vencedor da Copa Ouro de 1993.

Arábia Saudita 1995

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O moral estava alto pelos lados da Arábia Saudita. A 12ª colocação no mundial de 1994, quando surpreenderam os belgas, e o título inédito da Copa do Golfo, no mesmo ano, somam-se ao bom desempenho da seleção diante de adversários de níveis médio e baixo. Confiantes, buscam realizar uma ótima campanha e, quem sabe, até conquistarem o título da Copa Rei Fahd 1995.

Sua rápida dupla de ataque está cada vez mais entrosada. Sami Al Jaber e Said Al Owayran agora são reis sauditas conhecidos no mundo inteiro e precisam mostrar que serão capazes de sustentar essa boa seleção, que não conta com o ídolo, Majed Abdullah.

Junto a eles, uma seleção nova e pronta para ganhar experiência em qualquer competição disputada.

México 1995

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Após a punição no mundial de 1990, o México passou por uma reformulação. Não em tempo de devolver um bom futebol na Copa Ouro 1991, mas sim em 1993, quando foi campeão pela primeira vez e engrenou para o mundial de 1994.  Nele, terminou em primeiro do seu grupo, mas caiu nas oitavas de final, em uma dramática disputa de pênaltis com a Bulgária. Com essas duas campanhas, o elenco, que ainda contava com alguns medalhões, ganhou moral e animação.

Apesar da baixa estatura, o excêntrico goleiro, Jorge Campos, é uma colorida muralha de segurança e liderança.  Alberto García Aspe é o cérebro do meio-campo e principal articulador da equipe, ao lado da novíssima estrela mexicana, Luís Garcia, que apesar de apresentar na Europa um desempenho abaixo do esperado, ainda é um jogador perigosíssimo.

Com isso, é claro o objetivo do México nesta edição da Copa Rei Fahd. E ele é de ser campeão.

Dinamarca 1995

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Entre a apoteótica campanha da Eurocopa 1992, quando de convidada a Dinamarca se tornou campeã, e a não-classificação para o mundial, isso no dia 17 de novembro de 1993, passaram-se apenas 2 anos.

Com a permanência do técnico campeão, Richard Nielsen, a equipe acabou passando por uma reestruturação geral. Da glorificada campanha europeia, apenas dois jogadores permaneceram, o goleiro reserva Mogens Krogh (que seria o titular na competição) e o super atacante Brian Laudrup. Vale lembrar que muitos clubes não liberaram seus jogadores, o que também atrapalhou a convocação. Entretanto, era hora de testar fogo novo em campos sauditas, e entre tantos jovens convocados, e que participaram dos jogos olímpicos de 1992, um nome mais famoso se destacava.

Michael Laudrup, então astro do Real Madrid, não esteve presente no time campeão europeu após desentender-se com o técnico Nielsen, porém agora tudo era passado e ele era um reforço de peso para comandar a jovem seleção em busca de mais uma conquista.

Japão 1995

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O Japão passava por um momento de euforia na década de 90, quando o assunto era o futebol. Com o sucesso da, recém-criada, J-League, a seleção já almejava sonhos maiores, principalmente o de se estruturar internamente e vir a participar e, principalmente, sediar uma Copa do Mundo.

Em 1992, o país foi sede da Copa da Ásia, quando também conquistou o seu primeiro título na competição, superando a favoritíssima Arábia Saudita na final. Entretanto, a alegria da conquista acabou rápido, mais precisamente aos 45 minutos do segundo tempo do último jogo das Eliminatórias da Ásia, que ficou conhecido como A Agonia de Doha, quando o gol do iraquiano Jaffar Omrah Salman empatou a partida e tirou a classificação dos japoneses ao mundial. A rival Coreia do Sul foi quem ficou com a vaga.

O inexperiente elenco japonês, formado apenas por jogadores da liga local e comandado pelo veterano nipo-brasileiro, Ruy Ramos, já havia provado o sabor da vitória e derrota em seu continente. Agora, era hora de experimentar voos intercontinentais.

Nigéria 1995

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A Nigéria era uma potência futebolística na década de 80, quando conquistou o primeiro título da Copa da África de Nações, em 1980, e três vices campeonatos, 1984, 1988 e 1990. Mesmo assim, a classificação para a Copa do Mundo sempre batia na trave, adicionando em sua história eliminações dramáticas para Argélia e Camarões.

Tudo mudaria na virada da década, quando a seleção passou do segundo para o primeiro escalão de seleções africanas. Com grandes nomes brilhando no futebol europeu, como: Yekini, Okocha, Oliseh e Amokachi, a Nigéria encantou o mundo com uma ótima participação no Mundial de 94. Na ocasião, caiu nas oitavas de finais, e depois conquistaria seu segundo título da Copa Africana de Nações, realizada na Tunísia.

Classificada para Copa Rei Fahd, a seleção agora não seria mais comandada pelo holandês, Clemens Westerhof, um dos grandes nomes da era de ouro do futebol nigeriano, e sim por Shaibu Amodu, que manteve a base da seleção anterior e era candidata a surpresa na competição.

Argentina 1995

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Após a conquista da América em 1993, a Argentina sofreu um grande baque no mundial realizado no ano seguinte, quando o craque Maradona foi pego no exame antidoping e obrigado a deixar a seleção no meio da competição. Sem forças, acabou caindo nas oitavas de final.

Passando por um momento de reformulação, o time ganhou a direção do técnico Daniel Passarella. Para a Copa Rei Fahd, ele foi obrigado a levar um time muito jovem, formado quase que unicamente por jogadores que atuavam na liga nacional, como Zanetti, Ortega, Gallardo e Hernán Crespo.

As exceções foram as convocações dos craques José Chamot, que jogava pela Lazio, e Gabriel Batistuta, que desde 1991 já anotava muitos gols pela Fiorentina e estava pronto para comandar a nova geração hermana.

Tabela de Resultados da Copa Rei Fahd 1995

copa rei fahd 1995 resultados

Final Copa Rei Fahd 1995

dinamarca 2 x o argentina – 13 de Janeiro de 1995

Os holofotes da grande final entre europeus e sul-americanos estavam focados em quatro jogadores: os irmãos Laudrup, pelo lado dinamarquês, e em Batistuta e Chamot, até então, os dois melhores jogadores argentinos na competição.

O pênalti convertido por Michael Laudrup logo no início da partida, resumiria o placar de um jogo disputado por duas seleções equivalentes e recheadas de jovens jogadores, mas com poucas estrelas de alto nível futebolístico. 

A primeira etapa se mostrou equilibrada, mas a Dinamarca entrou no segundo tempo pronta para matar o jogo. Já a Argentina, a cada chance desperdiçada, entrava com mais violência nas disputas de bola e deixava o futebol de lado. Ato que lhe custaria o título, quando aos 30 minutos, em contra-ataque armado por Brian Laudrup, Peter Rasmussen driblou Bossio e chutou forte para dar o primeiro, e único, título intercontinental da Dinamarca, premiando uma incrível geração liderada pelos irmãos Laudrup.

Classificação Geral da Copa Rei Fahd 1995

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Seleção Campeã da Copa Rei Fahd 1995

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01. GO Peter Kjær (Silkeborg/ Dinamarca)
02. DF Jakob Friis-Hansen (Lille / França)
03. DF Marc Rieper (West Ham/ Inglaterra)
04. DF Jes Høgh (AaB/ Dinamarca)
05. DF Jens Risager (Brøndby/ Dinamarca)
06. DF Michael Schjønberg (Denmark Odense/ Dinamarca)
07. MC Brian Steen Nielsen (Fenerbahçe/ Turquia)
08. MC Johnny Hansen (Odense/ Dinamarca)
09. AT Mark Strudal (Brøndby/ Dinamarca)
10. MC Michael Laudrup (Real Madrid/ Espanha) – capitão
11. AT Brian Laudrup (Rangers
12. DF Jacob Laursen (Silkeborg/ Dinamarca)
13. MC Jesper Kristensen (Brøndby/ Dinamarca)
14. MC Morten Wieghorst (Dundee/ Escócia)
15. DF Carsten Hemmingsen (Odense/ Dinamarca)
16. GO Lars Høgh (Odense/ Dinamarca)
17. AT Peter Rasmussen (AaB/ Dinamarca)
18. AT Bo Hansen (Brøndby/ Dinamarca)
20. GO Mogens Krogh (Brøndby/ Dinamarca)

Técnico: Richard Møller Nielsen

FONTES
arquivodosmundiais.com.br
fifa.com
reddit.com
Arte Geral: Luis Eduardo C. Bortotti

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